mutações

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A fotografia leva a criatividade onde queremos e uma das muitas coisas onde ela pode interferir é na exposição, onde se pode manipular o tempo, dando origem a mutações temporais; Fazer a noite parecer dia e o dia parecer noite. Nada que não se possa obter com recurso a software. Mas quando se leva a fotografia a sério, o resultado tem que ser obtido de imediato, onde as opções tem que ser pensadas no momento do registo. O que o software pode fazer é dar alguns ajustes em alguns níveis.

Existem condições que devem ser reunidas para que alguns resultados sejam melhores. Foi o caso destes registos, obtidos entre as 0:30 e a 1:00, com a ajuda da luz indireta do sol refletida na lua.

anaana › Livro Mude

tudo começa com um encontro

Fonte: anaana › Livro Mude

felizmente há luar

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Felizmente há luar, de Luís de Sttau Monteiro, foi a inspiração para a legenda destas fotografias de uma paisagem noturna. Não o romance na sua essência, mas sim o titulo.

No entanto, pode ver-se nestas imagens um simbolismo contraditório da obra, onde as personagens estão ausentes e por isso a ironia dos comentários mordazes deixa no silêncio e na penumbra a hipocrisia da sociedade, sem que seja notória uma necessidade de justiça social.

Assim, a tirania, nesta imagem contraditória, não tem oposição, podendo ser silenciosamente opressora, traidora e impelir a injustiça sobre um homem que está ausente, infligindo a moralidade.

Apesar dessa contrariedade, felizmente há luar. Luar esse que ilumina a paisagem e deixa ver uma natureza desprovida de humanos. Sim, desprovida de humanos, porque todo o fotografo que se envolve no registo fotográfico, deixa de ser humano para assumir o comando da máquina como se tornasse o cérebro de “fós” + “grafis” passando a ser um todo.

Deambulações reflexivas do neurónio nº 12032 em choque com o neurónio n.º 9870210 de Rafael Peixoto